Por que você precisa desenvolver amor próprio?
- Natália Kuhn
- 10 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Amor próprio é um conceito muito discutido atualmente, mas o que ele realmente significa no campo da psicologia? E por que ele é tão essencial para nossa saúde mental e emocional? Neste post, vamos abordar o amor próprio de forma profunda, explicando suas bases psicológicas, suas implicações para o bem-estar e caminhos práticos para cultivá-lo, incluindo o papel da terapia nesse processo.

1. O que é amor próprio? Uma visão psicológica O amor próprio, dentro da psicologia, refere-se à habilidade de reconhecer, aceitar e cuidar de si mesmo com respeito e compaixão. É um componente essencial da autoestima, mas vai além dela, porque envolve ações concretas e contínuas de autocuidado e autovalorização. Não se trata de narcisismo ou egoísmo, mas sim de um relacionamento saudável consigo mesmo.
Psicólogos afirmam que o amor próprio é a base para a autorregulação emocional e para o desenvolvimento de relações interpessoais equilibradas. Quando falta amor próprio, tendemos a nos subestimar, aceitar relacionamentos tóxicos ou internalizar críticas excessivas.
2. Por que o amor próprio é fundamental para a saúde mental? Diversos estudos associam níveis adequados de amor próprio a melhores índices de resiliência emocional, menos sintomas de ansiedade e depressão, e maior satisfação com a vida. Isso acontece porque:
Pessoas com amor próprio têm maior capacidade de lidar com críticas e frustrações sem se desestruturarem.
Elas estabelecem limites saudáveis, evitando abusos emocionais e mantendo o respeito próprio.
Desenvolvem mais autocompaixão, reduzindo a autocrítica que costuma alimentar o sofrimento.
3. Os obstáculos ao amor próprio: crenças e padrões negativos Muitas vezes, o amor próprio é bloqueado por crenças internalizadas, como “não sou suficiente”, “não mereço ser feliz” ou “preciso agradar para ser aceito(a)”. Essas crenças geralmente vêm da infância ou de experiências traumáticas e funcionam como “programas automáticos” que sabiam proteger em algum momento, mas hoje só atrapalham.
Na psicoterapia, um trabalho essencial é identificar essas crenças e questionar sua validade. Por exemplo: “Será que é verdade que eu não mereço amor? Quais evidências tenho disso? Que outras interpretações posso construir?”
4. Como desenvolver o amor próprio na prática? O amor próprio é um exercício diário, que passa por mudanças de hábitos e atitudes:
Autoconhecimento: Reserve momentos para refletir sobre seus sentimentos e necessidades, sem julgamentos.
Autocompaixão: Trate-se com a mesma gentileza que você teria com um amigo querido em sofrimento.
Estabelecimento de limites: Aprenda a dizer não e a respeitar seus limites emocionais e físicos.
Cuidado físico e emocional: Pratique atividades que promovam seu bem-estar, como exercícios, alimentação saudável, descanso e lazer.
Desafiar o diálogo interno negativo: Identifique pensamentos autocríticos e reformule-os de forma construtiva.
5. O papel da terapia no fortalecimento do amor próprio A terapia é um espaço seguro e estruturado para que você possa:
Identificar padrões autodestrutivos e entender suas origens.
Construir novas narrativas sobre si mesma, mais realistas e amorosas.
Aprender habilidades emocionais, como regulação do estresse, comunicação assertiva e resolução de conflitos internos.
Receber acolhimento e validação, que muitas vezes faltaram no passado.
Na terapia, você desenvolve uma relação de cuidado consigo mesma que se reflete em todos os aspectos da vida, incluindo relacionamentos interpessoais.
O amor próprio não é um estado fixo, mas um processo contínuo de descoberta e cuidado. É um dos alicerces mais importantes para uma vida mentalmente saudável e relações interpessoais verdadeiras. Se você sente dificuldades para se amar ou se respeitar, a terapia pode ser o melhor caminho para essa transformação.
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